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Aumento nas vendas de veículos em Santa Catarina e atraso na duplicação = caos no trânsito da BR 101

Segundo dados divulgados pela Fenabrave/SC (entidade que representa as concessionárias oficiais no estado), a venda de veículos novos em Santa Catarina no ano de 2011 chegou a 273.041 unidades, resultado 4,81% superior a 2010, quando foram comercializados 260.522 veículos. O Vale do Itajaí registrou maior volume de vendas do ano, com 70.558 unidades, seguido da Grande Florianópolis, com 56.548. No Brasil, as vendas em 2011 chegaram a 5.715.205 unidades, com crescimento de 4,98%.

A Fenabrave/SC divulgou também os dados relativos às vendas do mês de dezembro de 2011, quando foram comercializados 29.207 veículos novos, índice 20,8% superior a novembro.
Com as vendas de 2011, a frota circulante de veículos em Santa Catarina passou a ser de 3.695.143 unidades. Esse aumento da frota circulante, aliado ao problema que se arrasta há vários anos na duplicação da BR 101 e a vinda de turistas dos países vizinhos para o estado catarinense, provoca verdadeiro caos no trânsito.

Tornou-se normal congestionamentos quilométricos ou trânsito lento sem causa aparente na BR 101. Principalmente no trecho entre Tubarão e Laguna, onde o afunilamento da pista e o acesso ao balneário da heroína Anita Garibaldi, fazem muitos motoristas e passageiros perderem a paciência.

Na região do Morro dos Cavalos, em Palhoça, a reserva indígena disputa com a movimentação de rochas e queda de barreiras, as explicações que são dadas para o atraso nas obras de duplicação e que fazem os usuários da BR 101 sonharem com agilidade, fim da burocracia e melhor representatividade política nos poderes constituídos. E, enquanto o problema da duplicação não é resolvido e os consumidores não deixam de adquirir veículos novos, a solução é buscar os horários e dias de menor movimentação para utilizar a BR 101.

Se esse procedimento não for possível, vale a dica de Dona Angela que, entrevistada pela reportagem de Panorama SC durante um congestionamento no trecho entre Tubarão e Laguna, disse: “eu não saio mais para viajar sem trazer lanche, remédio e água e deixar tudo isso em local de fácil acesso. Com criança e sem saber onde e quanto tempo vamos ficar parados, temos que nos precaver!”.